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Linguagista

Monsaraz, Estremoz, Setúbal...

Passam os anos, não a ignorância

 

      Há coisas que nunca mudam. Vinha eu de Cascais na quinta-feira — Ui, um ciclista atropelado! — e, numa rádio, lá estava o locutor a estropiar o topónimo Reguengos de Monsaraz. Não me vou esforçar, basta republicar um texto do Assim Mesmo datado de 2006: «Felizmente, a pronúncia incorrecta, e tão vulgar, do topónimo Estremoz não passa para a escrita. Já quanto a Reguengos de Monsaraz, estamos mal. Já várias vezes ouvi jornalistas na televisão e na rádio pronunciarem “Monsarraz”, como se tivesse dois rr. Agora, passou mesmo para a escrita: “O Menir do Barrocal, o maior monumento pré-histórico existente no distrito de Évora, localizado em Reguengos de Monsarraz, está a ser estudado pela primeira vez” (“Maior menir do distrito vai ser estudado”, Diário de Notícias, 15.4.2006, p. 33).» Estremoz e Reguengos de Monsaraz, mas Setúbal também não saem escorreitamente do aparelho fonador de muitos jornalistas. Isto é normal?

 

[Texto 13 659]

Pronúncia: «exógeno»

Ainda a tempo, certamente

 

    Gostei das intervenções do ex-ministro Miguel Poiares Maduro no programa Fronteiras XXI, na quarta-feira, na RTP3. Só não gostei que não soubesse repetidamente pronunciar a palavra «exógeno». Há sempre um senão. Se algum leitor do Linguagista conhecer o Prof. Poiares Maduro, por favor, avise-o de que aquele x vale zexógeno /z/, lê-se em alguns dicionários. É bem provável que viva mais três a quatro décadas, por isso ainda vai a tempo. Zzzzzzzz — não gzzzzzzz.

 

 [Texto 13 619]