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Linguagista

«Zelo nominal»?

Outro zelo

 

      «Parece que a história de Portugal se tornou um tema da actualidade. Tudo começou com a proposta de criar um Museu dos Descobrimentos em Lisboa. Um impressionante conjunto de historiadores e intelectuais manifestou-se contra o vocábulo “Descobrimentos”, por não ser justo para com os povos “descobertos” pelos portugueses, tanto mais que, no contacto com eles, os portugueses nem sempre foram exemplares. Julgo que há aqui excesso de zelo nominal, tão típico dos dias de hoje, em que as palavras são vistas como essências e não como convenções para comunicar. Nós queremos uma palavra que descreva o conjunto de acções resultantes das viagens dos portugueses a partir do século XV» («Descobrir tudo», Luciano Amaral, Correio da Manhã, 18.06.2018, p. 2).

      É só a mim que aquele «zelo nominal» não convence? Comentem, não se acanhem.

 

[Texto 9434]

«Azar dos Távoras»

E azar o nosso

 

      «A ministra da Justiça tem uma certeza: “A Constituição prevê um mandato longo e único” para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Azar dos Távoras, não prevê nada disso. A revisão constitucional de 1997 definiu, sim, uma limitação de mandatos para juízes do Tribunal Constitucional, assim como para o Tribunal de Contas» («Nem um elogio, nem um “obrigado”», David Dinis, Público, 10.01.2018, p. 44).

      Faz sentido, neste contexto, o uso da expressão (de que já aqui falei) azar dos Távoras? Não me parece.

 

[Texto 8562]