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Linguagista

Léxico: «jurispsicológico»

Não percebo

 

      «Quase um ano depois, um parecer “jurispsicológico” entregue pela sua defesa no julgamento afirma que tal confissão foi “condicionada” pelo próprio juiz e por uma colega da PJ» («Como pode a PJ controlar um inspetor cercado por dívidas sem o discriminar?», Carlos Rodrigues Lima, Diário de Notícias, 8.07.2017, 38).

      Nunca hei-de perceber — desisti há muito — a necessidade ou lógica destas aspas usadas pelos jornalistas. Se vislumbro algum sentido na segunda palavra entre aspas, na primeira nem vestígios. Deve ter-se assustado com a palavra — jurispsicológico —, mas foi justamente a sua diminuta frequência de uso que me sugeriu este texto.

 

[Texto 7991]

Tradução: «mouth-to-snout»

Ai Jesus!

 

      «Mouth-to-snout resuscitation saves dog in fire» (London Evening Standard, 24.03.2017, p. 25). Li ontem esta notícia a meio da tarde, e fiquei com curiosidade sobre a forma como a traduziriam os nossos meios de comunicação. Literalmente, pois claro, mas tiveram receio de a deixar sem aspas: «A proeza foi lograda após 20 minutos de respiração ‘boca-a-focinho’, que trouxeram o animal de volta ao mundo dos vivos.» Isto no corpo da notícia, que no título nada podia figurar que cheirasse a zoofilia ou qualquer outra parafilia a pedir internamento ou bastão policial: «Bombeiro salva cão após 20 minutos de respiração boca-a-boca» (André de Jesus, SIC, 24.03.2017, 19h16).

 

[Texto 7621]