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Linguagista

«Ênfase» é feminino

Nem doze anos

 

      «“Houve uma grande insistência na formação científica e técnica, mas o mesmo ênfase não foi colocado nas competências relacionais, e nomeadamente nestas competências éticas e morais”, acrescenta [António Lourenço, aluno do 6.º ano da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa]» («Estudantes de medicina: “Fala-se pouco disto durante o curso”», Ângela Roque, Rádio Renascença, 28.05.2018, 6h59).

      Já quase concluiu a formação médica pré-graduada e pouco sabe sobre eutanásia — e da língua portuguesa pouco melhor: ênfase, António Lourenço, é do género feminino.

 

[Texto 9290]

Um bebé é sempre um bebé

Ou é como o autor quiser?

 

      «Corria o ano de 1910 quando no dia 26 [de Agosto] ao final da tarde, nascia uma bebé pequena e frágil» (Madre Teresa de Calcutá – A Mãe dos Pobres, Cândida Santos Silva. Lisboa: Alêtheia Editores, 2017, p. 4). Na página seguinte, porém, já é um bebé: «Agnes tornou-se em poucos meses num bebé rechonchudo e de faces rosadas.» A revisora, Cinderela Bastos, é que não ajudou nada, e o livro tem escassas páginas.

 

[Texto 8964]