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Linguagista

«Nada que ver»

Fiquem com esta

 

 

    «É, sobretudo, fora dos elementos afectos à Ditadura e entre os seus inimigos que se defende a primeira tese — a Ditadura nada tem que ver com a política» (Discursos, volume primeiro, 1928-1934, Oliveira Salazar. Coimbra: Coimbra Editora, 1961, 5.ª ed., p. 61).

   Nada de especial, dizem, de novo!? Vão lá dizer isso a milhões de escrevinhadores, de escritores e tradutores a catedráticos, passando por jornalistas. «Nada a ver» é galicismo. Je n’ai rien à voir avec ça. Afinal, são portugueses ou não?

 

  [Texto 3849]

Tradução: «shussshing»

Galicismos, bons e maus

 

 

      O único ruído que se ouvia era o «shussshing» do vestido dela. Assim, com três esses. O tradutor verteu para «frufrulhar», que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista que significa fazer frufru e se usa no Brasil. Claro que, em rigor, não tem de estar aqui um verbo, ou, pelo menos, é indiferente, pelo que a opção por «ruge-ruge» me parece melhor. Sim, ou por «frufru», «um galicismo que não é mau», leio aqui num boletim da Sociedade de Língua Portuguesa.

 

  [Texto 3835]