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Linguagista

Não nos entendemos

Um país, duas ortografias

 

      Ou mais. Num país com duas ortografias, nada disto tem importância, até porque não é português: «A companhia estatal que gere as centrais nucleares da Ucrânia, a NNEGC Energoatom, avança que morreram três militares ucranianos no ataque à central de Zaporíjia. O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica já tinha confirmado dois feridos, ambos seguranças no local» («Nuclear. Diretor da AIEA disponível para ir a Kiev negociar segurança das centrais», Olímpia Mairos, Rádio Renascença, 4.03.2022, 11h38). «As tropas russas tomaram a central nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, a maior da Europa, informou o regulador nuclear estatal da Ucrânia, acrescentando que a equipa da central controla o estado dos edifícios e garante seu correto funcionamento» («Tropas russas ocupam central nuclear de Zaporizhzhia», TSF, 4.03.2022, 7h52).

 

[Texto 16 058]

Aplicar o mesmo critério

Pela semelhança em tudo

 

      «Ele mostra algumas das provas que recolheu. Começa pelos diários privados de Alan Lascelles (1887-1981), um aristocrata e alto-funcionário público que trabalhou como secretário real de quatro monarcas britânicos entre 1920 e 1953» («Ricardo Espírito Santo e a conspiração nazi. Colaboração do banqueiro com os alemães dada como certa», Paulo Anunciação, Expresso, 30.01.2022, 16h27). Temos de admitir que, por semelhança em tudo, devíamos ter consagrada a mesma grafia para três: alto-comissário, alto-representante, alto-funcionário.

 

[Texto 15 974]