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Linguagista

«Molho de brócolos»

Esta tem-me escapado

 

      «Preferindo não comentar se é boa ou má a decisão do Parlamento, apesar de admitir que é um absurdo parar tudo nesta altura do processo, o bastonário dos engenheiros lamenta que nunca tenha estado em discussão pública o plano estratégico de desenvolvimento do metro. Agora, “como diz o povo, temos aqui um molho de brócolos” com a decisão dos deputados, refere» («Ordem dos Engenheiros avisou há dois anos que obra do Metro de Lisboa era um erro», Nuno Guedes, TSF, 11.02.2020, 7h35).

 

[Texto 12 812]

Isso mesmo, com os pés

Nunca

 

      Claro que nunca se pode dizer que já se viu tudo, é impossível. Já tinha visto traduções de expressões inglesas completamente parvas ou vergonhosas. Não é raro ouvir alguém — a Júlio Machado Pais já o ouvi várias vezes — falar em «pôr-se nos sapatos de alguém». Hoje foi outra: vote with one’s feet foi traduzida literalmente por «votar com os pés». Ah, Isabel, Isabel, isso é traduzir com os pés. Como traduzir? Sei lá, «abandonar, descontente», «voltar as costas», etc. Valia mais irem para a Escola de Pastores, talvez a sua aptidão se revelasse plenamente nessa nobre actividade.

 

[Texto 11 920]