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Linguagista

Como se escreve por aí

Nada de recomendável

 

      «JK Rowling foi ameaçada de morte, através da rede social Twitter, depois de lamentar o ataque a Salman Rushdie, desejando as melhoras ao autor de “Versículos Satânicos”. “A sentir-me muito mal disposta neste momento. Espero que ele fique bem”, escreveu, ao saber que o escritor tinha sido esfaqueados entre 10 a 15 vezes, depois de subir a um palco, num evento em Nova Iorque» («“Não te preocupes, tu és a próxima”. JK Rowling ameaçada de morte depois de lamentar ataque a Salman Rushdie», Ana Luísa Bernardino, Observador, 13.08.2022, 20h49).

      Para já, Ana Luísa Bernardino, é «maldisposto» que se escreve. (Como também «entre x e y».) Mas será mesmo a melhor tradução da palavra do original — ou a pior? «Feeling very sick right now. Let him be ok.»

 

[Texto 16 740]

«Hasmoneu»?

É porque não é

 

      De quando em quando, convém relembrar que os erros, ao contrário dos dodôs, ainda não se extinguiram: «Mas não se deixe enganar pelo nome, a cidade de David, o rei que naquele primeiro milénio a.C. conquista Jerusalém, fica situada um pouco mais abaixo. A cidadela que existe hoje data do período otomano. Foi construída no local de uma série de antigas fortificações dos períodos hasmoneu, herodiano, bizantino e muçulmano inicial, após ter sido destruída repetidamente durante as últimas décadas da presença dos cruzados na Terra Santa» («Jerusalém. Uma encruzilhada de religiões a meia hora da experiência de flutuar no Mar Morto», Helena Tecedeiro, Diário de Notícias, 29.07.2022, p. 28).

      Nunca vi a palavra escrita desta forma. Já no latim, de onde nos chegou, não tem agá. Mas se a jornalista a escreve assim — é porque não é.

 

[Texto 16 694]