«À papo-seco»

Sem mais nem menos

 

 

      Nunca gostei da expressão «à papo-seco». Não sei, parece-me própria de grunhos, embora, naturalmente, tal não signifique que não a usasse na boca de uma personagem. Vejo, contudo, com alguma surpresa que os dicionários não a registam. Vem isto a propósito de a ter visto para traduzir, num contexto que me parece não a pedir, sans ménagement.

   «Aquela do ar inteligente metera-a à papo-seco, para dar uma nota diferente à aproximação clássica, demasiado típica, sem nada de novo, falível numa mulher daquelas, assediada, jovem, urbana» (O Vestido de Lantejoulas, Rita Ferro. Lisboa: Contexto, 1991, p. 231).

 

[Texto 4427]

Helder Guégués às 15:14 | comentar | favorito