À volta da velhice

Tudo muito vago

 

      «À pergunta “É-se velho a partir de que idade?”, a investigadora Teresa Rodrigues responde: “É-se velho a partir do momento em que a parte física e a mental já não permitem levar uma vida autónoma, nomeadamente no desempenho das necessidades do quotidiano.”» («Os novos velhos terão direito a uma segunda adolescência», Natália Faria, Público, 21.06.2019, p. 3).

      Nos dicionários, todos estes conceitos são mais ou menos vagos, difusos. Curiosamente, há um conceito preciso. No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, meia-idade está definido como a «idade dos quarenta aos cinquenta anos, aproximadamente». Não sei, é certo, desde quando tem esta redacção, mas, supondo que tem décadas, mantém-se actual. «De volta ao consultório de Manuel Carrageta, o médico não aspirará atingir o limite da longevidade humana que os cientistas fixaram nos 115 anos. Mas, apesar dos seus 77 anos, garante que não se sente velho. “Se quisermos usar um marcador etário, diria que a partir dos 80 já podemos falar de velhos. As pessoas aos 70 ainda estão muito activas e empenhadas em actividades que ajudam a dar sentido à vida.”» (idem, ibidem, p. 4).

 

[Texto 11 583]

Helder Guégués às 14:47 | favorito