Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Linguagista

À volta do AO90

E agora já é tarde

 

      «O Programa Eleitoral 2022 do PSD, 165 páginas, nunca refere o mirandês ou a LGP; já a língua portuguesa é referida sete vezes e o documento contém um tópico intitulado “A língua”, que proclama: “O Português é a expressão da nossa identidade coletiva e da presença de Portugal à escala global, sendo que as diferenças no uso da língua portuguesa não a empobrecem [...]. A tentativa da uniformização ortográfica não constituiu qualquer vantagem face ao mundo globalizado, pelo que o PSD defende a avaliação do real impacto do novo [??!!] Acordo Ortográfico” [sic] (o CDS-PP preconiza, com destaque, a sua reversão, e eu bem gostaria de conhecer algum estudo sobre a avaliação do seu impacto)» («Política linguística nos programas eleitorais dos partidos», Margarita Correia, Diário de Notícias, 24.01.2022, p. 27).

      Nas primeiras duas leituras, até pensei que o comentário sobre o CDS era do programa do PSD. Bem, quanto à pontuação, estamos entendidos. (Valha-lhe Aristófanes de Bizâncio.) E a pontuação prejudica o entendimento. Um estudo sobre a avaliação do impacto da reversão do Acordo Ortográfico de 1990? Ora, ora... E, como professora universitária, com voz na imprensa, terá feito o mesmo pedido sobre o impacto da aplicação das novas e adoidadas regras ortográficas? Terá suspeitado sequer da trapalhada abjecta em que foi lançada a língua com tal decisão política?

 

[Texto 15 973]

Comentar:

Comentar via SAPO Blogs

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.