«À vontade | à-vontade», de novo

Pois, mas não num crítico

 

      Se fosse só o volantim, já seria mau, mas há pior: «Com o seu humor sardónico apoiado numa erudição radiante, o australiano soube instalar-se em terras de Sua Majestade e pôr-se muito à-vontade, refinando nos jornais o seu tom insolente e desabusado, antes de chegar à televisão e tornar-se uma das mais reconhecíveis figuras da vida pública britânica» («Clive James», Diogo Vaz Pinto, Sol, 30.11.2019, p. 32).

      Este é um erro muito comum, sim, mas inesperado num crítico literário. Diacho. Expliquemos outra vez: nesta frase, não se deveria ter usado o substantivo à-vontade (descontracção), mas sim a locução adverbial à vontade (sem preocupação; negligentemente). Ficamos entendidos?

 

[Texto 12 430]

Helder Guégués às 08:15 | favorito
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