Abreviatura de «senhor»

Tão novo?

 

 

      «Esta é uma pergunta vital a que nem o sr. Putin saberá responder. Talvez a sua resposta seja hoje relativamente comedida. Mas, em bom rigor, a resposta não depende só dele. A resposta, também em bom rigor, não é dada hoje, nem amanhã, nem numa data precisa. A resposta da Rússia relativamente à definição dos limites das suas ambições evoluirá de acordo com as circunstâncias — e será em grande parte definida por interacção com as circunstâncias, sobretudo em interacção com o tipo de resposta que encontrar por parte do clube euro-atlântico» («A paixão da liberdade», João Carlos Espada, Público, 10.03.2014, p. 45).

      Quando se usa a forma abreviada de «senhor», o que apenas se deve fazer se é seguida de nome próprio, a inicial é maiúscula. Deve ter desaprendido com Vasco Pulido Valente. Para quem pertence, nas palavras de A. P. P., à «verdadeira geração bem preparada», não está nada bem. E não vou dizer, caro A. P. P., como Álvaro de Campos: «Contradigo-me? Pois bem, contradigo-me, contenho multidões.» Porque não há contradição nenhuma.

 

[Texto 4282]

Helder Guégués às 20:15 | comentar | favorito
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