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Linguagista

Adeus, gramática

E a concordância?

 

      Hoje comemora-se o Dia Metropolitano dos Avós no Europarque, em Santa Maria da Feira. Não sabia que havia dias metropolitanos... Bem, vamos aos jornais: «Em cima do parque de estacionamento subterrâneo, além da estátua equestre assente num passeio compacto de pedra, sem lugar a canteiro ou arbusto raquítico que seja, pousam agora além dos pombos – coitados, que esses não ocupam por muito tempo espaço –, táxis e tuk-tuks alinhados em filas, qual gatos à caça dos turistas que enchem esta Lisboa que já não é a de outrora» («Boa para ver de longe», Fernanda Cachão, Correio da Manhã, 25.07.2017, p. 2). E a concordância, Fernanda Cachão? Veja: «Sempre seguidos por bodyguards façanhudos, vestidos de preto, como se fossem a nossa sombra, foi divertido e grotesco vê-los correrem na praia, ofegantes, quais gatos-pingados, atrás de nós quando, descontraídos, resolvemos, em calções de banho, fazer um crosse na praia» (Quase Memórias: Da Descolonização de Cada Território em Particular, vol. 2, António de Almeida Santos. Lisboa: Casa das Letras, 2006, p. 36).

 

[Texto 8058]

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