Al-Qaeda, Al-Nusra...

Vá lá saber-se porquê

 

      «Foley e o fotojornalista britânico John Cantlie, outro dos reféns aí detidos, tinham sido capturados pela Frente Al Nusra, uma filial da Al-Qaeda na Síria» (Os Jiadistas Portugueses, Hugo Franco e Raquel Moleiro. Alfragide: Lua de Papel, 2015, p. 126). Compreende-se mal porque é que um tem hífen e o outro não. Agora um exemplo de um jornal: «Para além do autodesignado Estado Islâmico, enumera-se a Frente al-Nusra (que apelou aos rebeldes para não cumprirem “esta trégua humilhante”), considerado o ramo da Al-Qaeda na Síria, mas cujos combatentes integram diferentes coligações com rebeldes considerados moderados e interlocutores legítimos por parte de Washington» («Todos aceitam trégua na Síria, ninguém garante o seu cumprimento», Sofia Lorena, Público, 27.02.2016, p. 24). Neste caso, porquê um com minúscula e o outro com maiúscula? Antes assim: «A 11 de dezembro de 2012, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o Al-Nusra como braço sírio da Al-Qaeda, acusando-o de “explorar a instabilidade no interior da Síria para os próprios fins, usando táticas e defendendo uma ideologia inspirada pela [Al-Qaeda no Iraque] que o povo sírio no geral rejeita”» (ISIS — Por dentro do Estado do Terror, Michael Weiss e Hassan Hassan. Tradução de Rui Jorge Mourinha. Alfragide: Texto Editores, 2015, pp. 217-18).

 

[Texto 6672]

Helder Guégués às 21:51 | comentar | favorito
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