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Linguagista

Asteróide Apófis

Sendo assim, preferimos só 99942

 

      Basta um excerto do artigo (o suficiente para ficarmos afectados): «Chama-se 99942 Apophis — a designação grega para um deus egípcio, conhecido como “o Lorde do Caos”, que tenta engolir o sol» («Um asteroide gigante vai passar pela Terra e está a unir cientistas de todo o mundo», Rita Carvalho Pereira, TSF, 2.05.2019, 12h55).

      Que sentido faz, Rita Carvalho Pereira, manter o nome do asteróide em inglês? E que dizer da ressonância cinéfila do «Lorde do Caos»? Reescrevendo: «Chama-se 99942 Apófis. Este era o nome grego de um deus egípcio, conhecido como “Senhor do Caos”, que tenta engolir o Sol.» Só é pena o Dicionário de Nomes Próprios da Porto Editora não registar teónimos, em cuja grafia se erra mais do que em Vanessas e Sandras.

 

[Texto 11 295]