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Linguagista

«Aut viam inveniam aut faciam»

O mural e o latim

 

 

      «À direita, o “pós-25 de Abril” é simbolizado por um coração e duas G3, que representam “a necessidade de sentirmos e agirmos”. Para este grafitter [Miguel Januário] de 32 anos, Portugal vive hoje um momento semelhante ao que vivia em 1974, perante a necessidade de “ruptura com o sistema” e de “encontrar uma saída, uma solução que venha de dentro”. Junto ao coração, numa faixa escrita em latim, lê-se: “Ou encontramos uma via, ou fazemos uma”» («Graffiters criam mural dedicado à revolução de Abril», Marisa Soares, Público, 13.04.2014, p. 33. Ver este vídeo).

      É curioso como se continua a recorrer ao latim para transmitir certas ideias, e logo num país como o nosso, onde o estudo desta língua, origem de quase toda a nossa, foi completamente desprezado. Está lá mais latim, mas essa frase concretamente diz: «Aut viam inveniam aut faciam.» É uma frase atribuída ao general cartaginês Aníbal, em resposta à afirmação dos seus generais de que era impossível atravessar os Alpes e o Ródano de elefante. E fizeram o seu caminho. Mais tarde, Roma já estava em pânico: Hannibal ante portas!

 

[Texto 4379]

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