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Linguagista

«Axolote», uns retoques

Corrigir, melhorar, aumentar

 

      Em Janeiro, sugeri a inclusão do vocábulo axolote no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, e agora temos uma definição muito boa. Só que, como sucede quase sempre e com tudo, pode ser melhorada, e os dados deste artigo de hoje na Rádio Renascença são um bom contributo: «Cientistas descobriram que a axolote, uma espécie de salamandra originária do México em perigo de extinção, partilha muitas semelhanças genéticas com os humanos, mas, ao contrário das pessoas, tem uma maior capacidade para reparar lesões no corpo. [...] Ao contrário das pessoas, que “têm uma capacidade muito limitada” para regenerar tecidos, algumas espécies de animais como a salamandra mexicana, ou axolote, possuem “a notável capacidade para regenerar os membros, o tecido cardíaco e, até mesmo, a medula espinal após lesão”, segundo a coordenadora do estudo, Karen Echeverri. [...] Nativa de lagos perto da Cidade do México, a axolote ou salamandra mexicana, contrariamente à maioria dos anfíbios, não completa a metamorfose, pelo que tem o aspeto de uma larva mesmo no estado adulto» («Pode uma salamandra ajudar a desenvolver tratamentos para lesões na coluna?», Rádio Renascença, 24.04.2018, 9h11). O dicionário da Porto Editora diz-nos que o axolote é um batráquio urodelo neoténico, mas eu tenho dúvidas em relação a ser neoténico, pois, como se lê no artigo, «contrariamente à maioria dos anfíbios, não completa a metamorfose». Se não completa, não há atraso. Por outro lado, ao que parece, o habitat do axolote é apenas o lago Xochimilco, a 20 quilómetros da Cidade do México.

 

[Texto 9098]

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