«Bater», uma acepção

Repito: um trabalho contínuo

 

      «Já em Faro, foi José Pontes que aceitou bater à máquina a tese de final de curso do Zeca: “Implicações Substancialistas da Filosofia Sartriana”. O Pontes nunca tinha ouvido falar de Sartre, mas dedicou-se ao trabalho. Durante duas semanas, uma hora por dia, depois das 17h, Zeca Afonso ia até à Caixa Agrícola, onde José Pontes estava empregado. Ele ditava; o Pontes escrevia» («Zeca Afonso, o professor que não usava gravata e estava do lado dos alunos», Joana Carvalho Reis, TSF, 23.02.2017, 7h04).

      Ora cá está uma acepção vulgaríssima do verbo bater, sinónima de dactilografar, que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista.

 

[Texto 7500]

Helder Guégués às 08:59 | comentar | favorito