«Betão»?

Coisas antigas... e traduzidas

 

       «Por causa das águas, boas para rins, diabetes e afecções hepáticas, Castelo Novo foi uma estação termal, e em 1919 teve direito a um Hotel das Termas. Segundo relatos de época, não só o hotel enchia como era impossível encontrar um quarto livre na aldeia, tal a procura. Era no tempo em que os homens indígenas trajavam calça de saragoça ou surrobeco, lenços de cachiné listrado, cinta de franjas, jaqueta e chapéu de abas largas, botas e socos, e as mulheres saiotes de betão vermelho listrado de preto, missangas e bordados, peitilhos com folhos e rendas, fitas de algodão de cores garridas ao pescoço, lenços de merino, chapéus de palha, sapatos de calfe, meias de lã tricotadas à mão, pelo menos segundo a descrição do cronista Manuel Poças das Neves, que se assinava Malpone, e deixou uma monografia sobre a aldeia» («Castelo Novo», Alexandra Lucas Coelho, «2»/Público, 28.09.2014, p. 29).

   De betão... Demasiado pesado. Não será «baetão»? Cachiné ou cochiné, que provavelmente não está em nenhum dicionário, é a adaptação do francês cache-nez.

[Texto 5106]

 

Helder Guégués às 15:12 | comentar | favorito
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