Brexit, de novo

É só isto

 

      Apenas nos últimos dias: «Contactos secretos para adiar o Brexit» (Ricardo Ramos, Correio da Manhã, 9.01.2019, p. 30). «Tusk e Juncker ligam a May para conhecer “próximos passos” do Brexit» (Rádio Renascença, 18.01.2019, 18h30). «Na semana em que o Reino Unido entrou num impasse devido ao chumbo do acordo para o Brexit, o primeiro-ministro sublinhou que é “fundamental que a União Europeia proteja Portugal”» («António Costa defende mobilização em torno da União Europeia», TSF, 19.01.2019, 19h00). «Conhecido amanhã plano B sobre o Brexit» (Jornal da Madeira, 20.01.2019, p. 15). «Maior derrota de sempre de um Governo britânico em Westminster leva Corbyn a agendar moção de censura para hoje. Chumbo do acordo baralha calendário do “Brexit” e atira Reino Unido para limbo político» («Acordo de May estilhaçado pelos deputados que hoje decidem o seu futuro», António Saraiva Lima, Público, 16.01.2019, p. 2).

       O dicionário da Porto Editora insiste em registá-lo com minúscula e sem itálico, brexit. Retomando os meus argumentos: se designa (quem tem dúvidas?) um acontecimento único, histórico, grafa-se com maiúscula. Mais: se fosse um estrangeirismo, mas nome comum, tinha de se grafar em itálico. A minha opinião só mudou, entretanto, em relação a um aspecto: tratando-se de um nome que designa um facto histórico, não precisa de aspas ou itálico. Não é nome comum, dicionário da Porto Editora, porque se outro Estado-membro da UE pretender sair, o acontecimento não terá a mesma designação.

 

[Texto 10 620]

Helder Guégués às 11:29 | comentar | favorito