«Casinha de prazeres»

Traduzido do inglês

 

      «Nas casinhas-de-prazeres, construídas junto dos muros das quintas, com largas janelas abertas sobre as estradas ou caminhos, havia sempre um bilhar, tabuleiros de xadrez e damas, mesas de jogo, amplas cadeiras de vime» (O Último Cais, Helena Marques. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 3.ª ed., 1994, p. 26).

      E para que serão os hífenes (que se repetem em todas as ocorrências do termo), podem dizer-me? São casas ou casinhas de prazeres, ideia e designação dos ingleses da Madeira, traduzida da expressão inglesa house of pleasure. Eram pequenos pavilhões a um canto do jardim para ver as vistas e como espaço de convívio das senhoras. Em algumas quintas, havia, em vez de casinhas de prazeres, torres avista-navios, também elas espaços de convívio.

   «Afonso Elias não resistira a pegar no calótipo, o qual já tinha incorporado o negativo banhado a nitrato de prata e iodeto de potássio, e a dirigir-se com ele para a casinha de prazeres — como se dizia à inglesa —, situada num ponto do jardim de onde se avistava a baixa funchalense que confinava com o cais da Pontinha» (O Fotógrafo da Madeira, António Breda Carvalho. Alfragide: Oficina do Livro, 2012, p. 28).

 

[Texto 6151]

Helder Guégués às 15:29 | comentar | favorito
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