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Linguagista

Castros Alves e outros: de novo o plural

Era só isto

 

      «Às crianças das escolas do nosso Brasil, deveriam dizer-lhes a verdade pura: e a verdade é que os meninos da região amazónica, por exemplo, não falam como os meninos do Rio-Grande-do-Sul; e sendo a Amazónia, o Rio-Grande-do-Sul, etc., etc., tudo partes constituintes de um mesmo Brasil, torna-se necessária uma língua comum, que é a língua escrita, — a que se lê nas obras dos Castros Alves, dos Josés de Alencar, dos Joaquins Nabucos, dos Machados de Assis, dos Euclides da Cunha: e é essa a língua que se aprenderá na escola, como se aprendem as contas, os animais, as plantas, os elementos da física, a geografia, a história...» (Em tôrno do problema da «língua brasileira» (palavras de um cidadão do mundo, humanista crítico, a um estudante brasileiro seu amigo), António Sérgio. Lisboa: Seara Nova, 1937, p. 24).

 

[Texto 9856]

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