«Cheques carecas»

A nupérrima dificuldade

 

      «No mesmo período de 2017, foram passados 56.200 cheques ‘careca’, num total de 161,9 milhões de euros» («Portugueses passaram 173,9 milhões de euros em cheques ‘careca’ até julho», Observador, 22.08.2018, 15h47). Um pouco mais tarde, e a escassos quilómetros da Rua Dr. João Couto, estava eu aos microfones da Rádio Renascença (obrigado, Ana Galvão) a falar do plural dos apelidos. Ah, as dúvidas ainda são mais elementares.

      Claro que está no Observador, mas vem tudo da Lusa. Logo, bastava que a Lusa tivesse revisores e os jornalistas tivessem mais cuidado para boa parte da imprensa melhorar. Alguém quer isso? «Em boa verdade, o seu verdadeiro nome era Albertino Marques, um pequeno problema de cheques carecas levara-o a mudar de identidade, adoptando um nome sonante, bem mais abrasileirado» (Dois Urubus Pregados no Céu, Miguel Miranda. Porto: Campo das Letras, 2002, p. 195). 

 

[Texto 9818]

Helder Guégués às 19:58 | comentar | favorito
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