«Códega» ou «côdega»?

Um problema

 

      «De resto, podemos saborear este Bastardo porque o produtor Rui Lino é, aos 62 anos, um grande fã da casta, de tal modo que, podendo, recupera vinhas com as castas da região (o Bastardo, a Tinta Amarela, a Côdega do Larinho e o Moscatel Branco)» («Bastardo Puro. A casta tem peso em Trás-os-Montes», Edgardo Pacheco, «Sexta»/Correio da Manhã, 15.06.2018, p. 43).

      É a grafia que vemos em Cândido de Figueiredo, mas não no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que regista códega, tal como o Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves. E, contudo, em documentos do Instituto da Vinha e do Vinho é também por côdega que optam, assim como no portal da Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes. Seja como for, os dicionários não acolhem uma acepção de códega, que é também o nome que se dá à casqueira, isto é, à tábua costaneira, de contorno e espessura irregulares, quase sem espessura numa das extremidades.

 

[Texto 9413]

Helder Guégués às 11:58 | comentar | favorito
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