Colchetes e touros

Cada vez mais pobres

 

 

      «João Moura, 54 anos, estava a montar um cavalo novo no tentadero [pequena arena] da sua Quinta de Santo António, perto de Monforte, quando o animal escorregou e lhe caiu em cima. Foi por volta das 19.00 de ontem. O acidente deixou o cavaleiro inconsciente durante largos minutos. Assistido no local durante cerca de uma hora pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), foi levado para o Hospital de Portalegre em estado considerado grave» («Acidente com cavalo fere João Moura», Luís Godinho, Diário de Notícias, 23.05.2014, p. 19).

    Já aqui tinha falado deste castelhanismo. Dantes, eram vários os dicionários que registavam «tentadeiro». Outra que se eclipsou na viragem e na voragem do tempo. (E os colchetes, caro Luís Godinho, para que servem aqui? E «viatura médica de emergência e reanimação» em maiúsculas?) Claro que para se escrever como deve ser não são necessários dicionários, basta que quem escreve reflicta um pouco.

 

[Texto 4610] 

Helder Guégués às 10:12 | comentar | favorito
Etiquetas: