«Comandante-chefe»

E capaz de grandes acertos

 

 

      «Ficámos ainda a saber que, para os militares que queriam um regime de tipo ocidental, a decisão foi fundamental para um gradual regresso dos militares aos quartéis. Como sublinharam Rocha Vieira e Vieira Matias, só um Presidente eleito por sufrágio directo e universal poderia restabelecer, como comandante-chefe das Forças Armadas, a disciplina interna nas FA e a sua ordeira submissão ao poder civil eleito democraticamente» («Democracia: o regime da regra», João Carlos Espada, Público, 7.04.2014, p. 45).

      «Comandante Supremo das Forças Armadas», lê-se na Constituição. Mas sim, em português decente, comandante-chefe, e não, como leio até em tradutores de alto coturno (nem que peçam com jeitinho darei nomes), «comandante-em-chefe», galicismo completamente inútil. «En chef. En fonction de chef. Rédacteur, ingénieur, général en chef» (in TLFI). Sobre a abreviatura FA, ver aqui.

 

[Texto 4339]

Helder Guégués às 12:35 | comentar | favorito
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