Como se assassina a língua

Pobre língua

 

    Agora que estou a rever um livro de culinária (embora preferisse escrevê-lo), lembrei-me da lexicógrafa espanhola María Paz Battaner, que acaba de entrar na Real Academia Espanhola. Para o discurso de tomada de posse, está a pensar sugerir aos seus colegas que se insista na importância de comunicar à sociedade «cómo deben escribirse los pequeños mensajes y carteles que están, por ejemplo, en los aeropuertos y estaciones, en los que se usa el infinitivo en vez del imperativo. Es terrible» (El País). Também nas receitas, os verbos estão todos no infinitivo. E mais (e pior): verbos como dispor, verter, pôr, guardar e outros foram infamemente substituídos por um só — colocar! É impressionante.

 

[Texto 6451]

Helder Guégués às 15:04 | favorito
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