Como se escreve nos jornais

Um tão imperfeito conhecimento

 

      «“É como se estivéssemos a deitar abaixo o resto do muro de Berlim”. […] A queda do Muro de Berlim foi um dos mais formidáveis acontecimentos da história do século XX, ao reunificar um país, devolvendo a liberdade a milhões de cidadãos separados por quilómetros de arame farpado. [...] Num virtuoso passe de mágica, Costa quis passar um certificado de bom comportamento a Jerónimo e a Catarina, como se ambos tivessem renunciado aos dogmas que trazem colados à pele, onde a democracia não passa de fachada útil para alcançar o poder, fieis à ditadura do proletariado. [...] O colapso do comunismo no leste europeu, embora tenha varrido de cena os principais partidos que dele se reclamavam — em Espanha, Itália ou França — não beliscou o PCP, nem os seus satélites. […] E o Bloco, descontados os sorrisos postiços, é tão trotskista e maoísta como no tempo de Louçã, que continua de batina a orientar a missa a partir da sacristia. [...] Carlos César — um carreirista açoriano sem emprego fora da politica que se lhe conheça — veio dizer na TVI que os termos do acordo com o PCP e o Bloco só serão mostrados após a indigitação de Costa» («Da batota à chantagem política», Dinis de Abreu, Sol, 23.10.2015, p. 33).

 

[Texto 6358]

Helder Guégués às 00:00 | comentar | favorito
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