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Linguagista

Como se escreve nos jornais

De nos envergonhar

 

      «Modelou-se assim a diversidade genética antiga e actual da Ásia Central através de grupos ancestrais, como os hunos ou os xiongnu (povo nómada criador de gado dessa região). E traçaram ainda os principais eventos migratórios dos pastores das estepes desde 3000 a.C. até ao presente» («Há milhares de anos o vírus da hepatite B alastrava-se pela Eurásia», Teresa Serafim, Público, 10.05.2018, p. 29).

      Eu só não sei como os jornalistas não se envergonham de escrever desta maneira. «Os hunos ou os xiongnu»! Teresa Serafim, é como se dissesse «as melancias ou os melão». Tal qual. Raciocínio.

      «Uma das razões pelas quais nómadas pastoris armados como os xiongnus, os hunos e os mongóis se tornaram poderosos militares foi a sua capacidade de mobilizar quase 100% da sua população masculina apta» (As Origens da Ordem Política – Dos Tempos Pré-Históricos à Revolução Francesa, Francis Fukuyama. Tradução de Ricardo Noronha e revisão de Rita Almeida Simões. Alfragide: Publicações Dom Quixote, 2012, p. 264). Aqui, só é lamentável que a revisora (e o tradutor, pois claro, mas a última responsabilidade é a do revisor) grafe o nome deste povo — e está assim em toda a obra — em itálico. Decisões sem pés nem cabeça.

 

[Texto 9201]

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