Como se escreve por aí

Isto e aquilo

 

      «No final do raide, já em segurança, são convidados a visitar o Rei dos Reis, Hailé Sélassié I, que se proclamava descendente directo dos amores havidos entre Salomão e a rainha de Sabá. Conversam em francês com o monarca no seu palácio sumptuoso de Addis Abeba, rodeados de jaulas com leões adormecidos. Malraux e o Négus rever-se-ão anos depois, por breves instantes, na catedral de Notre-Dame de Paris, nas exéquias fúnebres do general de Gaulle» («A rainha e ele», António Araújo, Diário de Notícias, 1.10.2018, 16h54).

      Há aqui, e no restante texto, vários pontos problemáticos, mas apenas quero chamar a atenção para aquele «Négus». Para quê a letra grelada, para quê o acento? Isso é em francês! Em português é negus. (E o plural? Neguses.) Não vamos desperdiçar a oportunidade: «raide» é estrangeirismo já integrado na língua, sim, mas temos melhor; escrevo sempre Adis-Abeba; de «exéquias fúnebres» tratámos aqui recentemente.

 

[Texto 10 040]

Helder Guégués às 12:53 | comentar | favorito
Etiquetas: ,