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Linguagista

Como se escreve por aí

Um surto?

 

      «Ao dia de hoje parece inevitável que vamos ter de aprender a viver com o Covid-19. A infeção por este novo coronavírus registou os primeiros casos em Portugal. Para o ajudar a estar informado, o Expresso lançou esta newsletter exclusiva com as últimas novidades, sugestões de leituras e informação úteis, que lhe enviaremos sempre que seja oportuno» («Nova Newsletter Expresso — Tudo que precisa de saber sobre o novo coronavírus», Expresso, 3.03.2020). Está a alastrar, pois já vimos aqui recentemente: «Aos dias de hoje a população de Nisa não sabe quem eram as despenadeiras que entre os séculos XVIII e XIX terão abreviado a agonia a doentes terminais lá da terra, como constatou a TSF entre populares de várias idades. Mas à boleia do livro de Teófilo Braga é revelado que as despenadeiras acreditavam estar a praticar um ato de caridade poupando o moribundo ao sofrimento» («Quem eram as despenadeiras de Nisa? As mulheres que ajudavam a morrer», TSF, 20.02.2020, 10h47).

      Bem sei que o que está na moda é afirmar, garantir, que tudo está correcto, o que, evidentemente, é uma mentira irresponsável, mas eu não sigo por aí. Nunca antes vi esta expressão, que me parece mero decalque do castelhano, também não recomendável, a día de hoy/al día de hoy.

 

[Texto 12 890]

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