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Linguagista

Como se escreve por aí

Os milhões, sempre

 

      «Assintomático. Confinamento. Epidemiologia. Gel hidroalcoólico. Imunidade. Mitigar. OMS. Patologia. Quarentena. Teletrabalho. Zaragatoa. Todo um campo lexical que açambarca os noticiários, horas a fio, páginas sem conta. Um qualquer algoritmo também há de calcular as milhões de vezes que se pronuncia a palavra-chave, Covid-19, a da pandemia que faz dos repórteres novos soldados de uma mobilização profissional sem precedentes. Jornalismo de guerra? “Mais do que isso. É um desígnio à escala global”, diz Felisbela Lopes [professora de Jornalismo e de Ciências da Comunicação na Universidade do Minho]» («A agenda “coronacêntrica” e o jornalismo de guerra», Almiro Ferreira, Jornal de Notícias, 12.04.2020, p. 19).

      Começa muito bem, até parece um doutor no Templo — mas pouco depois esmerdalha-se (Porto Editora, agarra-o) todo contra o muro da gramática: Almiro Ferreira, é «os milhões». Diacho! Mas nos cursos de Jornalismo não têm uma disciplina de Português?

 

[Texto 13 158]

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