Como se escreve por aí

Grandes inventores

 

      «Contam pelos dedos das mãos as noites que o corpo de Valentina Fonseca ficou naquele eucaliptal. Vão pegando e atirando para o chão, gesto contínuo, os ramos partidos usados para tapar o cadáver da criança de nove anos que ainda lá ficaram — como se eles próprios quisessem reconstituir o crime» («Valentina foi vestida depois de morta? Madrasta ajudou o pai a esconder corpo? Os mistérios da morte da criança que a PJ tenta desvendar», Carolina Branco, Observador, 11.05.2020, 2h16). Não vale a pena esforçar-se tanto a inventar o que já foi inventado, Carolina Branco: diz-se acto contínuo.

 

[Texto 13 324]

Helder Guégués às 09:30 | favorito