Como se fala na doce Álbion

De cojones

 

 

      «O discurso [aqui] era sobre homens que tiram licença de paternidade e fazem tudo para conciliar o trabalho com a atenção aos filhos. “Têm mais cojones”, garantiu Miriam Clegg, que na verdade mantém o apelido González que já usava antes de ter casado com um tal de Nick, que hoje é o número dois do Governo britânico. A última palavra foi proferida em espanhol e não parece ter chocado os altos quadros da City que ouviam o vice-primeiro-ministro propor legislação a reforçar os direitos dos pais. O próprio Clegg, interrompido, riu-se, para logo acrescentar: “Concordo sempre contigo.” Aplausos gerais» («Os ‘cojones’ da mulher do ministro britânico», Leonídio Paulo Ferreira, Diário de Notícias, 28.04.2014, p. 7).

   Ficavam chocados – se percebessem antes de lho explicarem. Levemente chocados ficamos nós quando comprovamos que a versão em linha do Dicionário de Espanhol-Português da Porto Editora não regista cojón. Aqueles têm-nos, mas não o sabem; estes sabem-no, mas não os têm.

 

[Texto 4474] 

Helder Guégués às 10:04 | comentar | favorito
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