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Linguagista

Como se pensa por aí

Toma!

 

      «No julgamento, Ascenso Simões alegou que, em Trás-os-Montes, de onde é natural, a expressão “burro” é de “uso corrente” e não tem caráter ofensivo. O argumento não convenceu a magistrada. “Todos sabemos que é uma expressão ofensiva”, frisou aquela na leitura da sentença, observando que, de qualquer modo, o episódio ocorreu em Lisboa, numa altercação com um polícia, que “se sentiu ofendido”» («Ex-deputado punido com multa e pena suspensa por insultar e agredir PSP», Inês Banha, Jornal de Notícias, 15.07.2022, p. 16).

      Na terra dele chamam-se burros uns aos outros, e ninguém leva a mal. Chega a Lisboa e põe a teoria à prova escolhendo logo um polícia. Os advogados, coitados, fazem o melhor que podem (alguns), mas, claro, não são taumaturgos, apenas advogados (alguns falsos).

 

[Texto 16 644]