Como se revê por aí

Merecia ser revista a sério

 

      «Ignoro quem são e o que serão um ao outro mas decido imaginá-los como um par de namorados com pressa de chegar a algum sítio onde não exista outra pressa se não a de engancharem de frente» (Dama de Espadas — Crónica dos Loucos Amantes, Mário Zambujal. Lisboa: Clube do Autor, 5.ª ed., 2013, pp. 143-44). «No primeiro relance topo dona Helena da pastelaria num vestido amarelo que se afigura na iminência de rebentar à rectaguarda» (idem, ibidem, p. 160). «Receio ter passado da alegria para a embriaguês e, pior, que ela tenha atingido a zona fatal do azedume» (idem, ibidem, p. 194). «Aí já foi lesta a Nélia Trabuquinhas, um azougue de olhar manso que se péla por crimes de morte e similares tragédias, fervor que a alçou a número dois da secção» (idem, ibidem, p. 198).

      É apenas uma pequena amostra, mas com erros bem diferentes entre si. Se depois de revista apresenta erros desta natureza, como estaria antes do «trabalho» do revisor?

 

[Texto 6095]

Helder Guégués às 00:36 | favorito
Etiquetas: ,