Como se traduz por aí

Ruínas e miséria

 

      «Pelo menos, duas pessoas ficaram feridas após o desmoronamento de dois edifícios esta manhã, em Marselha, França. [...] No local do incidente, o vice-prefeito de Marselha, Julien Ruas, encarregado do Batalhão de Bombeiros, indicou que um dos dois prédios estava considerado em perigo há cerca de dez dias por problemas no primeiro andar. Os ocupantes deste apartamento tiveram por isso de ser realojados» («Dois edifícios ruíram na cidade francesa de Marselha», Rádio Renascença, 5.11.2018, 10h09).

      Vá lá, o jornalista soube resistir ao «colapso», tão na moda, no primeiro parágrafo. No fim, porém, foi-se abaixo e teve de usar a palavra, ou nenhum português ia compreender. Começou bem, acabou mal. Mais? Na imprensa francesa, o que se pode ler é que Julien Ruas é «l’adjoint au maire de Marseille», e, é claro, adjunto é adjunto, não é vice. E será mesmo encarregado? Não me parece. Também aqui, a imprensa francesa nos elucida: Julien Ruas é «responsable du Bataillon de Marins-Pompiers». Quanto à tradução de «Bataillon de Marins-Pompiers», se não é errada, esconde toda a diferença entre estes bombeiros e os nossos. 

 

[Texto 10 238]

Helder Guégués às 10:42 | comentar | favorito | partilhar
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