Como se tudo fosse inglês

A ninguém

 

 

    «Acompanhou as vitórias do “socialismo democrático” em Portugal, sem nunca cortar “as pontes” com o outro lado, o PCP e a extrema-esquerda. Ser-lhe-ia difícil fazê-lo. Tinha muitos amigos desse lado. E o seu próprio pai, o escritor Orlando da Costa, foi um histórico militante comunista, que gostava de debater política e se habituou com dificuldade a ouvir o filho referido como “o doutor António Costa”, em vez do tratamento caseiro que lhe dispensava: babush, menino, em concanim, de Goa» («O que muda com António Costa à frente do PS», Paulo Pena, Público, 30.09.2014, p. 4).

    O objectivo é só um: que todas as línguas se pareçam com o inglês. A quem, com os pés bem assentes na terra e na língua portuguesa, ocorre representar daquela maneira a palavra concani?

 

[Texto 5099]

Helder Guégués às 07:52 | favorito
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