Concerto das Nações

O desconcerto da imprensa

 

      «Quando o cadáver do pequeno Aylan Kurdi ficou prostrado na areia de uma praia turca, em setembro de 2015, a União Europeia acordou para o drama dos refugiados. A rápida e consertada atuação dos estados-membros permitiu uma resposta à altura da dimensão da tragédia» («A última fronteira», Paulo João Santos, Correio da Manhã, 28.06.2018, p. 2).

      Será que nunca leu a expressão Concerto das Nações, a ordem internacional surgida, no início do século XIX, após a derrota de Napoleão? Não é que os Estados-membros não precisem de conserto também, mas este obtém-se, em última instância, por meio da concertação, da harmonização de interesses. Este erro não é muito diferente do coser/cozer, que ontem vimos na biografia do General Loureiro dos Santos, mas a milhas do «pelintro», o mais ridículo e analfabeto que vi nos últimos anos.

 

[Texto 9513]

Helder Guégués às 14:02 | comentar | favorito
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