De Conceição, Ção

Corrigir o que está bem

 

      Faz muito bem em escrever assim o seu nome, Ção. Como defendeu José Neves Henriques, não só é assim, como só pode ser assim, pois o que se estatui nas Bases Analíticas do Acordo Ortográfico de 1945 (Base V, a)) não se aplica ao encurtamento de antropónimos como Conceição, Assunção ou quaisquer outros terminados da mesma forma. Veja-se: «Em princípio de palavra nunca se emprega ç, que se substitui invariavelmente por s: safio, sapato, sumagre, em vez das antigas escritas çafio, çapato, çumagre.» Talvez seja evidência que só está ao alcance de estrangeiros que conhecem a nossa língua. Álvaro Iriarte Sanromán (que tem dupla nacionalidade) dedicou a sua tese de doutoramento (A Unidade Lexicográfica) «À Ção, ao João Paulo e à Ana». Edite Estrela, na sua obra Dúvidas do Falar Português, porém, quis aproveitar uma consulta para «corrigir um erro muito frequente, “ção”».

 

[Texto 5928]

Helder Guégués às 14:19 | favorito
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