De novo: «mandado | mandato»

Eles dizem que sabem

 

      «Os deputados municipais do PSD em Lisboa defendem o uso obrigatório de máscaras em qualquer espaço público, interior ou exterior, propondo que a autarquia avance com um mandato. “Recomendações e meias medidas não estão a funcionar”, alegam» («PSD quer máscaras na rua», Público, 17.07.2020, p. 13). Mas que mandato? No editorial, o mesmo: «Rio concorda com Costa que a resposta à pandemia “não é momento” para avaliar a democraticidade da União Europeia; o PSD defende um mandato municipal para obrigar ao uso de máscara nas ruas de Lisboa, a ADSE pagou por um tratamento enganador para a covid-19 e a PJ deteve cinco pessoas por burla qualicada; e o coordenador do combate ao novo coronavírus no Norte do país, o secretário de Estado da Mobilidade, não se apercebeu da concentração despreocupada dos adeptos do FC Porto nas ruas da cidade» («A covid fez do mundo uma bizarria», Amílcar Correia, Público, 17.07.2020, p. 6). Na véspera, num artigo de Maria Lopes, o mesmo. No Observador também ninguém teve mais cabeça para pensar. Nem todos, porém, abdicaram de pensar: «A bancada do PSD da Assembleia Municipal de Lisboa defendeu, esta quinta-feira, o uso obrigatório de máscaras na rua e propõe que o Executivo avance com um mandado municipal nesse sentido» («Assembleia Municipal de Lisboa. PSD defende uso obrigatório da [sic] máscaras na rua», Sol, 16.07.2020).

      Bem ou mal definido que esteja nos nossos dicionários, só pode ser mandado: «DIREITO determinação escrita emanada de autoridade judicial ou administrativa» (in Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora).

 

[Texto 13 743]

Helder Guégués às 08:00 | comentar | favorito
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