«Deque»

Que comece por aqui

 

 

    Talvez os meus caros leitores não saibam, mas, apesar de não precisarmos do inglês deck, bem podiam contemporizar com o aportuguesamento da palavra. Ficaríamos amigos. Olhem, há quem o faça (e não será por isso que só tem dezenas de teses de doutoramento que tomam o conjunto das suas obras como tema): «À direita do navio onde agora se agita uma bandeira grega, há um barco mais pequeno onde um homem lava o deque com uma escova e sabão» (A Árvore das Palavras, Teolinda Gersão. Lisboa: Sextante Editora, 2008, 6.ª ed., p. 82). E porque é que isto fez logo saltar de um esconso do meu cérebro a expressão peregrinatio ad loca infecta, porque será? Marinha, Jorge de Sena. Será? Ainda desenlaço aqui a minha memória num perequiano je me souviens e só paro amanhã. Ná. Estou a trabalhar.

 

[Texto 4330]

Helder Guégués às 21:51 | favorito
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