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Linguagista

«Descuidar-se», uma acepção esquecida

Descuidaram-se

 

      «E certa vez que ia ter uma escritura, e todos se puseram de pé, um dos outorgantes, coitado, descuidou-se: um prolongado borborigmo, e logo uma ventosidade impudente manchou o silêncio branco, notarial e solene» (As Torrentes da Memória: Histórias e Inconfidências do Arco-da-Velha, Luís Cajão. Lisboa: Palas Editores, 1979, p. 74). Descuidar-se, nesta acepção de deixar escapar uma ventosidade, não aparece nos dicionários, o que só pode dever-se a esquecimento dos dicionaristas, porque, sendo forma eufemística, por pudicícia não é. Heinz Kröll, porém, não se esqueceu.

 

[Texto 6274]