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Linguagista

Desgraçado verbo «haver»

Contra a gramática

 

      «Corto Maltese, o marinheiro das mil aventuras, Sandokan, o pirata conhecido como Tigre da Malásia, ou Sindbad, o herói das sete viagens e das mil e uma noites, são alguns dos vizinhos do náufrago Robinson Crusoé. Estes aventureiros dos mares e da imaginação juntaram-se há 20 anos, nas ruas do Parque das Nações, por escolha de José Sarmento de Matos, o olisipógrafo que batizou as 199 ruas nascidas no bairro herdeiro da Expo 98. [...] A regra determina que, na mesma cidade, não podem haver duas ruas com o mesmo nome e Sarmento de Matos respeitou o princípio, com uma exceção» («Sarmento de Matos, o padrinho da Expo», Dina Soares, Rádio Renascença, 24.04.2018, 8h00).

      Não tinha ideia de que o Parque das Nações tivesse tantas ruas. Quanto ao verbo «haver»... Bem, disto tinha ideia: a pedido de várias pessoas incompetentes, o melhor é admitir-se tudo, e então já não nos preocupamos.

 

[Texto 9097]

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