«Desprezível/desprezável», mais uma vez

Assim, e sem aprofundar mais

 

 

      «Por outro lado, o oseltamivir tem efeitos secundários que não são desprezíveis — náuseas, vómitos, dores de cabeça, problemas renais e também psiquiátricos. Ben Goldacre, investigador e divulgador de ciência que tem uma coluna no jornal The Guardian chamada Bad Science (má ciência), traduz percentagens para números absolutos para mostrar o quão frequentes serão esses efeitos secundários: “Se um milhão de pessoas tomar Tamiflu numa pandemia, 45 mil vão vomitar, 31 mil vão ter dores de cabeça e 11 mil vão sofrer efeitos psiquiátricos. Mas isto é só para um milhão de pessoas. Fizemos stocks para 80% da população. São muitos vómitos.”» («Tomar Tamiflu pode reduzir-lhe a gripe em apenas meio dia», Clara Barata, Público, 11.04.2014, p. 25).

     Pois não, Clara Barata, os efeitos secundários não são desprezíveis — são desprezáveis. Não querem aprender (ver aqui). E o título é equívoco e, por isso, errado, pois a ideia com que o leitor fica é logo infirmada na primeira frase do artigo.

 

[Texto 4364]

Helder Guégués às 09:10 | comentar | favorito
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