«Deu-lhe uma bava.»
Memória selectiva
«“Deu-lhe uma bava.” A expressão pode ainda não concorrer para o pódio das novas palavras, aquelas que determinado ano acrescenta ao nosso léxico, mas já tem seguidores. Uma “bava” é, depois da audição de Zeinal Bava, na comissão de inquérito à gestão do BES, um esquecimento útil. Uma espécie de abençoada falta de memória. Afinal, o ex-CEO da PT fez questão de repetir a mesma expressão – “Não guardo na memória” – demasiadas vezes para o gosto dos deputados que qualificaram como “frustrante” a sua prestação» («As “bavas”, os álibis e as dívidas ou o que fica do inquérito ao BES», Cristina Ferreira e Paulo Pena, Público, 28.03.2015, p. 20).
[Texto 5692]


