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Linguagista

Dois apóstrofos

E gente simples

 

 

      «Em plena campanha europeia, António José Seguro vestiu uma T-shirt (alô, gente simples, ele não vestiu nada, é só uma imagem, ?), dizendo (alô, ele disse mesmo, ?): “Não aumentaremos os impostos.” Quatro palavrinhas, não podia ser mais claro. Seguro não aumentará os impostos. Claríssimo. E, no entanto, a frase limpa e cristalina não quer dizer nada. Sobretudo aos portugueses, a quem um Passos já lhes ensinou a vacuidade de uma frase dessas num Portugal destes tempos» («Seguro não aumentará impostos», Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 19.05.2014, p. 48).

    Para reproduzir formas coloquiais, costuma usar-se o apóstrofo: ’tá, ’teve, etc. Claro que Ferreira Fernandes tem razão. Também eu, que não sou comentador, por vezes tenho de vir explicar que era ironia, que estava a brincar. Gente simples.

 

[Texto 4592]