«Dois Rembrandts»

Não somos diferentes

 

      «A polémica estalou em França. A família Rothschild vai vender duas importantes obras de Rembrandt e o Estado francês não vai evitar a sua saída do país. Alguns especialistas esperavam que as obras fossem classificadas como tesouro nacional para dar tempo para serem compradas. Família quer vender as obras por 150 milhões de euros» («França deixa sair dois Rembrandt», Cláudia Carvalho, Público, 18.03.2015, p. 29).

     Ora querem ver que só em português é que não há concordância? «L’ouvrage d’un artiste peut porter son nom : un Rembrandt. Si je suis assez riche pour en avoir deux, je pourrai m’enorgueillir de “ mes deux Rembrandts ”» (30 fiches pour réussir les épreuves de français, Jean-François Guédon e Jean-Pierre Colin. Paris: Eyrolles, 2009, p. 39). Isto apesar de, em francês, tender para a invariabilidade. «A pesar de que los lienzos pertenecen a una colección privada, la publicación (fundada en 2003 y accesible solo en su versión digital www.latribunedelart.com) lamenta que el Louvre no haya peleado por los rembrandts» («Polémica en Francia por el futuro de dos retratos de Rembrandt», Isabel Ferrer, El País, 17.03.2015, edição em linha). Este não se presta a isso, mas também em italiano se usa o plural «per indicare due o più opere d’arte riconducibili a un unico artista: due meravigliosi Tintoretti». Em inglês é como sabemos.

 

[Texto 5666]

Helder Guégués às 11:31 | favorito
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