E quanto a «mercenário»

Não seria a minha escolha

 

 

       «No entanto, para além destes reflexos na arte, o que mais se deverá salientar é a importância dada outrora – tal como veio a suceder quando, em tempos modernos, o Barão de Coubertin restaurou a prática dos Jogos Olímpicos –, é o carácter não mercenário destas competições. Por isso, entre os Gregos, quando começou a substituição de amadores por profissionais, no séc. IV a.C., logo diminuiu o prestígio dos Jogos, embora eles tivessem continuado a efectuar-se periodicamente até 393 d.C., data em que o imperador Teodósio I proibiu a realização destes festivais, por serem pagãos» (Sete Odes de Píndaro. Selecção, apresentação, tradução do grego e notas de Maria Helena da Rocha Pereira. Porto: Porto Editora, Colecção «Biblioteca Sudoeste», 2003, p. 19). E quanto a «mercenário», será, no contexto, a melhor palavra?

 

[Texto 4470]

Helder Guégués às 19:05 | favorito
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